A vila de Óbidos guarda séculos de história entre as suas muralhas. Com um vasto património de arquitetura religiosa e vestígios histórico-monumentais, a vila de reis e rainhas foi, em outros tempos, local de preferência para descanso ou refúgio das desavenças da corte que passaram por estas terras deixando, de uma forma ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém. A origem da vila de Óbidos remonta ao século I, à cidade de Eburobrittium. Romanos, visigodos e árabes foram povos que marcaram presença por estas paragens. Esta linda vila goza de uma localização privilegiada estando localizada a cerca de 80 quilômetros a norte de Lisboa.
O que conhecer em Óbidos:
Apesar de Óbidos ser uma pequena vila, suas ruelas nos presenteiam com uma verdadeira aula de história. Aqui vão as dicas de alguns lugares que não se deve deixar de visitar em Óbidos:
Castelo
Atribui-se ao Castelo de Óbidos origem romana, provavelmente assente num castro. Foi posteriormente fortificação sob o domínio árabe. Depois de conquistado pelos cristãos (1148) foi várias vezes reparado e ampliado. No reinado de D. Manuel I, o seu alcaide manda construir um paço e alterar algumas partes do castelo. No Paço dos Alcaides salientam-se as janelas de belo recorte manuelino abertas para o interior do pátio. São ainda do seu tempo a chaminé existente na sala principal e o portal encimado pelas armas reais e da família Noronha, ladeado por duas esferas armilares. O Paço sofreu fortes danos com o terramoto de 1755. No século XX estava em total ruína tendo sido recuperado para instalar a Pousada (a primeira pousada do Estado em edifício histórico).
Museu Paroquial - Igreja de São João Baptista
A sua origem remonta a 1309 quando a Rainha Santa Isabel constrói neste lugar, outrora afastado da Vila, uma gafaria ou leprosaria com uma capela dedicada a São Vicente.
Contudo, a configuração que ainda hoje apresenta resulta em grande parte das obras sofridas ao longo do século XVI, após a integração dos seus bens na Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, então fundada: nave única e capela-mor coberta por abóbada de nervuras ogivais, ostentando no fecho central a Cruz de Cristo. A comunicação entre a igreja e a gafaria seria feita através de uma galilé, cujos arcos se detectam no interior. Em meados do mesmo século, sob o reinado de D. João III, novas obras são realizadas. De fato, sabe-se que entre 1530 e 1550 a nave é ampliada, fechando-se a galilé, e no exterior são colocados contrafortes e um novo portal de gosto clássico. É ainda instalado um retábulo da oficina de Garcia Fernandes de cerca de 1540-1550, composto por sete tábuas com cenas do Martírio de São Vicente, hoje no Museu Municipal.
Em 1636 transita para esta igreja a sede da paróquia de São João Baptista do Mocharro, até aí sediada na igreja do mesmo nome localizada fora das muralhas, fato que terá dado origem a novos trabalhos de remodelação, como a pintura da abóbada da capela-mor com motivos de brutesco policromos.
Contudo, a configuração que ainda hoje apresenta resulta em grande parte das obras sofridas ao longo do século XVI, após a integração dos seus bens na Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, então fundada: nave única e capela-mor coberta por abóbada de nervuras ogivais, ostentando no fecho central a Cruz de Cristo. A comunicação entre a igreja e a gafaria seria feita através de uma galilé, cujos arcos se detectam no interior. Em meados do mesmo século, sob o reinado de D. João III, novas obras são realizadas. De fato, sabe-se que entre 1530 e 1550 a nave é ampliada, fechando-se a galilé, e no exterior são colocados contrafortes e um novo portal de gosto clássico. É ainda instalado um retábulo da oficina de Garcia Fernandes de cerca de 1540-1550, composto por sete tábuas com cenas do Martírio de São Vicente, hoje no Museu Municipal.
Em 1636 transita para esta igreja a sede da paróquia de São João Baptista do Mocharro, até aí sediada na igreja do mesmo nome localizada fora das muralhas, fato que terá dado origem a novos trabalhos de remodelação, como a pintura da abóbada da capela-mor com motivos de brutesco policromos.
Porta da Vila
Entrada principal da Vila, é encimada pela inscrição - «A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original» - mandada colocar pelo Rei D. João IV, em agradecimento pela proteção da Padroeira aquando da Restauração da Independência em 1640. No seu interior encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da Vila, com varandim barroco e azulejos azuis e brancos (c.1740-1750) com motivos alegóricos à Paixão de Cristo, representando a Agonia de Jesus no Horto e a Prisão de Jesus.
Porta do Vale ou Senhora da Graça
Porta de acesso à Vila pelo lado nascente, tem no seu interior uma capela-oratório dedicada a Nossa Senhora da Graça, no local onde já deveria existir um nicho com uma imagem que a tradição diz ter sido oferecida em acção de graças após o cerco de 1246 (na contenda entre D. Sancho II e D. Afonso III). Esta capela-oratório foi reformada em 1727, por iniciativa de um magistrado da Índia, Bernardo de Palma, em cumprimento de uma promessa de sua filha, que morreu de amores contrariados por um jovem obidense, transformando-se então o torreão num verdadeiro templo, com capela-mor, retábulo, coro, tribuna e sacristia, em que a nave não é mais do que a passagem da rua pelo seu interior.
Rua Direita - Rua Principal
Conhecida com esta designação já no séc. XIV, liga a porta da Vila ao Paço dos Alcaides. Nos séculos XVI e XVII a rua Direita sofreu importantes transformações, ficando ocultados alguns dos antigos portais góticos das casas.
Pelourinho e Telheiro
Telheiro - Situado na Praça de Santa Maria, junto ao pelourinho, serviu de mercado da Vila até ao início do século XX.Pelourinho - Coluna de pedra, símbolo do poder Municipal, apresenta as armas reais e o camaroeiro símbolo da Rainha D. Leonor. Encontra-se por cima do chafariz da Praça de Santa Maria, mas deverá ter estado frente à Casa da Câmara (antigamente junto à Igreja de Santa Maria).
Ermida de Nossa Senhora do Carmo
Situada fora de portas, na encosta do lado poente, a sua origem perde-se no tempo. A tradição afirma ter sido um templo romano dedicado a Júpiter, havendo a memória de terem existido nesta igreja várias lápides com inscrições romanas. Foi sede da paróquia de São João Baptista (do Mocharro) até 1636, altura em que se transferiu para a antiga capela de São Vicente dos Gafos na entrada sul da Vila, ficando a partir dessa data com a invocação de Nossa Senhora do Carmo. Ermida de Nossa Senhora de Monserrate (Ordem Terceira)
Ermida de Nossa Senhora de Monserrate (Ordem Terceira)
Situada no Arrabalde, é um pequeno templo com um portal barroco, encimado pelas armas franciscanas. O interior, de uma só nave e capela-mor coberta por cúpula, destaca-se pelo seu revestimento azulejar da primeira metade do século XVII. Nas paredes laterais apresenta, na parte inferior, azulejos azuis e brancos enxaquetados e, na parte superior, uma composição com azulejos azuis e amarelos. Os azulejos que envolvem o arco triunfal e os que revestem a capela-mor são de padrão policromo. O retábulo, pintado por Belchior de Matos (c. 1600) representa São João em Patmos e outros santos ligados à ordem franciscana.
Santuário do Senhor Jesus da Pedra
Fora da Vila, na estrada para as Caldas da Rainha, ergue-se o Santuário do Senhor da Pedra, templo inaugurado em 1747. O risco da obra é de autoria do Arq. Capitão Rodrigo Franco (da Mitra Patriarcal) e tem a particularidade de articular um volume cilíndrico (exterior) com um polígono hexagonal (interior), em planta centrada à qual se anexam três corpos (dois correspondentes às torres e outro que corresponde à sacristia). No seu programa de simetrias destaca-se o jogo de janelas invertidas. O seu interior apresenta três capelas: a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros. A "estranha" imagem de pedra de Cristo Crucificado, em maquineta própria no Altar-Mor, esteve até à inauguração do Santuário recolhida numa pequena ermida junto à estrada para Caldas da Rainha onde era objecto de grande devoção, nomeadamente do Rei D. João V.
Aqueduto
Mandado construir pela Rainha D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III, tem 3 km de comprimento. A Rainha custeou integralmente a sua construção, recebendo em troca a várzea, que passou a ser conhecida como Várzea da Rainha.
Como chegar :
Existem várias maneira de se chegar à cidade. Quem vem automével partindo de Lisboa, deve seguir pela A8, saindo da estrada na saída 15. O tempo de viagem demora cerca de 50 minutos. Já quem vem do Porto, deve seguir a A1 até Leiria, onde depois deve pegar a A8.
Os viajantes que não estiverem de automóvel, podem optar por ir de ônibus ou trem.
Em média, um bilhete de ônibus (Lisboa – Óbidos) terá o preço de €7,00. Consulte o seguinte endereço para detalhes e horários: http://www.rodotejo.pt/pesquisaservicos.php
Existe paragem de trem em Óbidos. No entanto, a estação não se encontra no centro da vila, sendo esta afastada do seu centro. Para mais informações relativamente a preços e horários, por favor consulte: http://www.cp.pt/
Outra boa opção sobretudo para grupos de 4 pessoas é ir de taxi. Uma viagem de Lisboa a Óbidos poderá variar em termos de preço. Normalmente, uma trajeto poderá custar cerca de €80,00. Em Óbidos, encontra uma praça de taxis junto à Porta da Vila que é a entrada principal de Óbidos.
Fonte: http://www.obidos.pt
