Apesar do descontentamento de parte dos portugueses, Lisboa está repleta de brasileiros. Isto fica muito evidente após um passeio na Baixa, no Chiado e em Alfama. O sotaque brasileiro pode ser escutado tanto nos cafés do Chiado, como também dentro do famoso
, que lá recebe o nome de "eléctrico". Aliás, ir a Lisboa e não andar no 28, é como vir ao Rio e não caminhar na praia de Copacabana, pois sem dúvida, ele é uma atração a parte.
O bonde percorre seu itinerário completamente lotado, passando por belas igrejas, mirantes e jardins. Turistas e locais compartilham seu pequeno espaço, deixando evidente suas diferenças culturais, fazendo um contraste muito interessante de se observar. Dizem que vez por outra, é possível ter uma "canja" do repertório de alguma cantora de Fado ali mesmo, dentro do bonde...maravilha, não?! Pegar este bonde não requer muita habilidade. O primeiro dos seus vinte e oito pontos fica na praça Martim Moniz, e o ponto mais alto do percurso, é o Castelo de São Jorge, lugar que nos presenteia com uma vista panorâmica de cidade. Imperdível !!!
O Castelo de São Jorge é um local encantador onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder! Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espetaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores. Conquistado aos Mouros em 1147, o Castelo de São Jorge estende-se por uma área de aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante.Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui.A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada!
A 15 minutos do Castelo de São Jorge, temos a Catedral da Sé, que em seus cláutros localizados nos fundos da igreja, encontra-se vestígios de objetos remanescentes das ocupações muçulmanas e romanas.
Outro museu muito interessante e que abriga peças de valor arqueológico é o Museu de Arqueologia do Carmo, no Convento do Carmo. Este fica ao lado da estação do metro Baixa-Chiado (ótima localização), e tem em seu acervo artefato e peças do período romano, pré-histórico e medieval.
Para sentir o clima da cidade, andar pelo Largo do Chiado é essencial. Ponto de encontro de pessoas de todas as idades, abriga vários cafés, lojas e restaurantes. É neste local, que fica o café A Brasileira, com sua famosa estátua de bronze em homenagem a Fernando Pessoa. A estátua simula a cena do escritor sentado a mesa tomando uma "bica" (cafézinho português), e fica ao lado das outras mesas do estabelecimento.
Ainda nos arredores do Chiado, temos o
Largo de Camões ou Praça de Luis de Camões. Esta praça em frente ao Hotel do Bairro Alto, é um ponto de transição entre o Bairro Alto e o Chiado. No centro da praça encontra-se a estátua do grande poeta Português, Luis de Camões, construída em 1867. Debaixo de Camões estão outras oito estátuas de grandes nomes da Literatura Portuguesa: Pedro Nunes, Fernão Lopes, Azurara, Castanheda, João de Barros, Sá Menezes, Jerónimo Corte-Real e Vasco Quevedo Castello-Branc.
Visitar Alfama é visitar a arquitetura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa.Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros. Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente.
O Terreiro do Paço é uma das praças mais majestosas de Lisboa tendo sido no passado, a principal entrada marítima da cidade. Ainda hoje, pode-se ver a escadaria em mármore que sai do Rio Tejo em direcção à Praça do Comércio. O nome Terreiro do Paço é, claramente, uma referência ao Palácio que aqui esteve durante 400 anos, e que ruiu por ocasião do terremoto de que o destruiu quase na totalidade. No lado norte, a praça é centrada por um impressionante arco que conduz à Rua Augusta, uma das principais áreas de comércio pedestre da baixa de Lisboa. O arco está decorado com estátuas de personalidades históricas, como Vasco da Gama (marinheiro português) e Marquês do Pombal (responsável pela reconstrução de Lisboa depois do grande terremoto).Os espaçosos edifícios arqueados, que se estendem pelos outros três lados da praça, são hoje sede de departamentos governamentais e de alguns restaurantes, dentre eles o café mais antigo de Lisboa: o "Martinho da Arcada". No centro da Praça do Comércio, em tempos usado como parque de estacionamento e devolvido recentemente aos Lisboetas, encontra a estátua do Rei José I.
O Elevador da Glória é um dos poucos elevadores que restam em Lisboa e situa-se na baixa, mais precisamente na Praça dos Restauradores. Faz a ligação entre esta praça e o Bairro Alto numa viagem de 265 metros para cima e para baixo. Este elevador é o mais movimentado de Lisboa e também o mais acessível aos turistas, uma vez que fica mesmo ao lado do principal posto de informação do turismo no Palácio da Foz.
Já o Elevador de Santa Justa, construído em 1902, é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto. É o único elevador vertical em Lisboa que presta um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Em design neogótico romântico, este elevador é definitivamente algo que você não pode perder! O café no topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.
O Rossio conta com uma das praças mais bonitas de Lisboa.Não é apenas a beleza dos seus monumentos e das suas fontes, ou a sua fascinante história... o Rossio é um livro vivo. O Teatro Nacional D. Maria II, onde muitas peças foram, e são, representadas e vistas por reis e rainhas, nas fontes usadas no início de Outubro para batizar os calouros universitários, nos cafés em tempos frequentados por personalidades portuguesas - e... sim... nas castanhas assadas e na Ginjinha que são vendidas por lá há muitos anos. No meio da praça está uma estátua de D. Pedro IV e a seus pés quatro figuras femininas representam a Justiça, a Sabedoria, a Força e a Temperança, qualidades atribuídas a D. Pedro. A estação de trem do Rossio, lá chamado de "comboio" como não podia deixar de ser, é lindíssima. Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o teto e deslumbre-se!
A Ponte 25 de Abril, também conhecida como Ponte sobre o Tejo, foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, em memória ao ditador que a mandou construir. Mais tarde, a ponte recebeu o atual nome em homenagem à 'Revolução dos Cravos' que aconteceu a 25 de Abril de 1974. Na Revolução dos Cravos, os soldados puseram cravos no cano das suas armas e revoltaram-se contra a ditadura mais longa do mundo.Esta ponte é muito parecida à Ponte Golden Gate em São Francisco, tem 2.278km de comprimento e liga Lisboa a Almada
Fonte consultada: Strawberry World, Revista Viagem-Especial Portugal