Paço dos Duques

Paço dos Duques
Guimarães- a primeira cidade de Portugal

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conhecendo Lisboa- Ponto de Partida: Belém

Que tal começar a visitar Lisboa do ponto de partida das Caravelas que descobriram o novo mundo ?!

Para isto, devemos nos dirigir a Belém. Bairro a meia hora do centro, Belém agrega em um curto perímetro urbano, várias atrações da capital lusa.

Sem dúvida, uma das atrações que mais impressiona é o Mosteiro dos Jerônimos. Erguido há cinco séculos às margens do Rio Tejo, o Mosteiro é conhecido como uma obra-prima do estilo manuelino (referência ao rei dom Manoel), por combinar elementos góticos e renascentistas em sua arquitetura, sendo considerado um patrimônio mundial da UNESCO. Encontra-se preservado e possui, em um prédio anexo, um museu de arqueologia que abriga um acervo permanente de relíquias gregas. No seu interior, encontra-se os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões. Praça do Império, s/n. Tel.: +351 21 362 00 34. De terça a domingo, das 10h às 17h. Preço: 4,50 euros.

O Museu da Marinha a princípio pode não parecer lá muito atraente, mas a realidade é que trata-se de outra ótima opção de passeio. Encontra-se instalado nas alas Poente e Norte do Mosteiro dos Jerónimos. A primeira sala do Museu proporciona uma reflexão sobre a ligação entre Portugal e o Mar, durante os Descobrimentos portugueses, e o seu impacto na formação do mundo moderno. Há ainda uma sala dedicada ao Oriente e outra aos descobrimentos. Vale muito a pena conhecer, sobretudo quem gosta de história.

Bem próximo ao Mosteiro dos Jerônimos, apenas atravessando a rua, nos deparemos com a mais famosa casa de pastéis de nata de Portugal. Bem, de nata não, de Belém. Vocês sabiam que esta diferenciação de fato existe ?! Explicarei: Em Portugal há uma infinidade de pastelarias que vendem as chamadas "Natas", que são os tais pastéis de nata já tão conhecidos e apreciados aqui no Brasil. Porém, a "marca" Pastel de Belém, que é patenteada diga-se de passagem, só pode ser usada como referência aos pastéis desse estabelecimento de Lisboa. Eu, desavisada, descobri isto cometendo uma gafe. Ao pedir na loja de pastéis de Belém, três pastéis de nata, fui interpelada por um garçón do estabelecimento, que fez questão de me dar esta "aulinha básica" para explicar esta diferença entres os pastéis...ok. Agora, sempre que alguém pede pastel de Belém aqui no Brasil eu corrijo, afinal, Pastel de Belém, só em Belém !

Vocês devem se perguntar porque estou me prolongando tanto para falar de um rélis doce. É que além do sabor único, os números em termos de venda são de impressionar: de segunda a sexta são vendidos, diariamente, 12 mil pastéis. Nos fins de semana, 30 mil. A casa funciona desde 1837 e fica aberta 365 dias por ano. Para dar conta de tantos clientes, são 140 funcionários, entre cozinheiros e atendentes. O interessante, é que além dos pastéis e algumas bebidas, nada mais é vendido no estabelecimento. Nem precisa, pois a estrela da casa, faz jus a sua fama, chagando a mesa do cliente deliciosamnete fresco, crocante e ainda morno. Para mim, sem dúvida alguma, o melhor doce que já comi. Recomenda-se pedir para acompanha-lo um café com leite.

Ao final da comilança, aproveite para conhecer o local, e quem sabe tentar entrar na "Oficina do Segredo" local onde é feita a massa ultra-secreta dos pastéis... O mistério é o marketing do negócio... Rua de Belém, 84/92. Tel.: +351 21 363 74 23. Diariamente, das 10h até o último cliente. Preço: 0,80 euros, a unidade.

Outro programa muito interessante é o Centro Cultural Belém, que é modernérrimo. Você pode assistir a concertos, ver exposições, ir ao cinema ou a um espetáculo. Tudo no mesmo lugar. O Centro Cultural já abrigou exposições de nomes importantes da arte internacional, como Pablo Picasso e Frida Kahlo. Vale a visita. Praça do Império, s/n. Tel.: +351 21 361 24 00. De terça a domingo, das 10h às 19h. Entrada franca.

Na beira do Rio Tejo, encontra-se o Padrão dos Descobrimentos. No último andar deste lindo monumento, há um mirante que oferece vista de 360º da cidade. Pode-se dizer que para os Brasileiros, esta visão é certamente uma emoção a parte. Avenida de Brasília s/n. Tel.: +351 21 303 19 50. De terça a domingo, das 10h às 18h. Preço: 2,50 euros.



Quando se gasta em média por dia em Portugal

Portugal se comparado com alguns países da Europa, pode ser considerado barato. Um casal consegue gastar em média € 150,00 por dia, estando incluindo neste valor, passeios, comidas e quem sabe, até hotel...
Como o clima na maior parte do ano é bem favorável aos passeios a pé, e como a arquitetura colonial de muitas cidades é belíssima, muitas vezes, apenas andar pelas ruas das cidades é um programa muito agradável.
Pode-se caminhar na beira do Rio D´ouro ou do Rio Tejo sem pagar nada. Da mesma forma, pode-se curtir o Parque das Nações em Lisboa, sem se colocar a mão no bolso uma única só vez. No Porto, há ainda a praia da Foz com seu belíssimo calçadão, que no verão, tal qual acontece no Rio de Janeiro, fica lotado.
Ainda com relação a praia da Foz no Porto, eu não poderia deixar de recomendar os bares que ficam na beira da areia. As esplanadas, como são chamados estes estabelecimentos em Portugal, são imperdíveis. São muito aconchegantes em qualquer época do ano, inclusive no inverno, pois além de música e gente bonita, tem comidinhas, bebidas, cafés...uma delícia !

Abaixo deixo uma prévia de alguns preços praticados em Portugal (é uma média, pois pode variar conforme o local)

Bilhete de metrô em Lisboa: € 0,80
Bilhete do Elétrico 28: € 1,40
Bilhete de metrô no Porto: € 0,95
Café: € 1,00
Pastel de Belém: 0,80
Coca-cola: € 1,50
Sanduíche na rua: € 2,00
Imperial (Chope): €1,50
Menu do Mc. Donald´s: cerca de € 6,00
Aluguel de Bicicleta no Parque das Nações na Expo em Lisboa: € 4,00 por hora

CUSTO ZERO:
Mosteiro dos Jerônimos e Torre de Belém- Lisboa
Museo Berardo-Lisboa
Catedral da Sé - Lisboa
Casa de Fernando Pessoa- Lisboa
Templo de Diana- Évora
Fundação Serralves- Porto
Santuário de Fátima- Fátima











quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quer comer uma francesinha ?!

Outra comida que fui apresentada em Portugal foi a chamada “Francesinha”.
Este prato, se é que assim podemos chama-lo, é típico do norte de Portugal. Trata-se de um mega sanduíche de pão de forma recheado com presunto (fiambre), salsicha, linguiça e filé. Coberto por um queijo ultra derretido e um molho levemente picante, é servido acompanhado por batatas fritas...
Atenção, tal “orgia gastronômica” equivale a um hora e meia de esteira !!! Compensa cada minuto, pois é MA-RA-VI-LHO-SA!!!
Para experimentar esta delícia recomendo o restaurante Capa Negra no Porto
Restaurante Capa Negra II: Rua Campo Alegre, 191- 4150-177 -
Porto
Telefone:+351 226078380

terça-feira, 27 de julho de 2010

Você sabe o que é Ginjinha ?!

Em Lisboa, Óbidos, Alcobaça e Algarve há uma bebida que é um verdadeiro perigo para quem gosta de bebidas doces com alto teor alcoólico.
Trata-se da popular Ginjinha, ou simplesmente ginja, que nada mais é, que um tipo de licor, obtido a partir da fruta da ginja (similar à cereja).
Manda a tradição, que ao servir um copo de ginjinha, seja perguntado ao cliente: "com elas ou sem elas "? Se a opção do freguês for "com elas", a bebida será servida com a fruta curtida no fundo do copo, se for escolhido "sem elas", a bebida será servida beberá pura.
Há diversas ginjinhas famosas pelo país, mas sem dúvida a mais famosas é a Ginjinha do Rossio em Lisboa. Fundada em 1840 por Francisco Espinheira, recentemente o estabelecimento esteve interditado por falta de higiene... nada que justifique a tal interdição. Vale experimentar, sobretudo para conhecer o famoso bar centenário, tão tradicional em Lisboa. Quando lá estiver, não deixe de reparar nos cartazes na entrada que trazem as seguintes legendas:

De um lado:
Dona Fedúncia da Costa, Delambida e magrizela,
Fez de ser tola uma aposta
Diz que ginjinha nem vê-la,
Porque, coitada, não gosta.

Do outro:
Já a ama de um reverendo,
Lá para as bandas da Barquinha,
Tem um aspecto tremendo.
Bebe aos litros de ginjinha.
E é isto que se está vendo.

Ginginha do Rossio- Praça de São Domingos- Rossio- Baixa
Lisboa
Beba e se divirta...sem exagerar, claro.

Vinho do Porto

A Cidade do Porto é conhecida internacionalmente pelo vinho do Porto, considerado o rei dos vinhos fortificados, cultivado e produzido nas margens escarpadas do Rio Douro. A colheita ainda é feita totalmente à mão. O vinho é acondicionado em pipas de madeira de carvalho na margem sul do Rio Douro, na cidade de Vila Nova de Gaia, onde estacionam os barcos Rabelos em frente às inúmeras caves. Nas caves passa por um longo processo de envelhecimento no silêncio das Caves, ou armazéns. Muitos anos mais tarde é selecionado pelos provadores e exportado para todos os continentes.
O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto.
A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.
Em termos de doçura, o vinho do porto pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.
Os Vinhos do Porto podem ser divididos em duas categorias consoante o tipo de envelhecimento.
Estilo Ruby
São vinhos em que se procura suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage.
Estilo Tawny
Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.
Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.
Branco
O Vinho do Porto branco apresenta-se em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool.RoséVinho de cor rosada obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas e em que não se promovem fenómenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos com boa exuberância aromática com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
Um passeio imperdível é vistar uma dessas tradicionais caves em Gaia. Apesar de ser um programa muito turístico, é uma boa oportunidade para se aprender a respeito do cultivo das uvas, sobre a história das caves e sobre o comércio deste produto genuinamente português. O tour nas caves termina com o oferecimento de uma pequena degustação dos vinhos aos visitantes. A minha dica é : vá antes ou depois do almoço, pois como aprendi em uma visita que fiz à cave Vasconcellos, o vinho do Porto é para ser tomado como aperitivo ou digestivo.
Há também a opção de se fazer a rota do vinho do Porto que fora inaugurada em 21 de Setembro de 1996. Baseados em critérios qualitativos pré - definidos, foram seleccionados e devidamente inscritos 54 locais, situados na Região Demarcada do Douro e freguesias limítrofes, que se encontram directa ou indirectamente relacionados com a cultura vitivinícola
Desta forma, o visitante poderá encontrar desde o pequeno viticultor ao grande produtor de vinhos da Região Demarcada do Douro - Vinho do Porto, DOC Douro, Moscatel e Espumante - podendo visitar as vinhas e adega, provar e comprar vinho e participar em diversos trabalhos vitícolas.Os serviços estão disponíveis durante todo o ano e as marcações poderão ser efectuadas através da Rota do Vinho do Porto - Associação de Aderentes situada na Largo da Estação - Apartado 113, 5050 - 237 Pêso da Régua - Portugal. O contacto telefónico é o 254 - 324 774 e o fax o 254 - 321 746. O correio electrónico: reservas@rvp.pt ou geral@rvp.pt.
Fonte: IVDP.pt


Cave Vasconcellos- Avenida Diogo Leite, 16-26 - Vila Nova de Gaia - 4400-111
Tlf. 223756358




Gastronomina Lusa


A gastronomia portuguesa é um capítulo a parte na viagem. São tantas as delícias que só de imaginar já engordo uns kilinhos...
O povo português aprecia uma boa comida e uma prova disso, são os restaurantes sempre lotados. Aliás, eles adoram sair para comer em família e não raro, os encontros de negócios também se dão em volta de uma mesa.
Mas atenção! Ao sentar numa mesa lusitana, não se faça de rogado, aliás se você ficar de “não me toques” querendo comer pouco, só uma saladinha ou uma sopinha, é capaz de tomar uma bronca da da casa, ao melhor estilo lusitano...
Os portugueses na maioria das vezes, comem pouca fritura, muita carne e legumes cozido, além das sopas e caldos... tudo acompanhado por pão... imaginou ?!
Na realidade, o segredo está na comida simples, porém muito saborosa.
Posso afirmar, que o melhor peixe que comi na minha vida foi em uma tasca em Matosinhos na cidade do Porto. Nunca vou me esquecer…Me dá água na boca só de lembrar… Além de muito fresco, o peixe vinha acompanhado por batatas cozidas bem macias, tudo regado com muito azeite...uma coisa de louco !
Os vinhos são presença cativa em qualquer mesa portuguesa, não apenas em dias de festa. As pessoas bebem vinho rotineiramente em suas refeições diárias, algumas famílias consomem tanto que chegam a ser abastecidas por pequenos produtores regionais que entregam os garrafões coma babida em domicílio.
Quando você estiver em um restaurante e não souber o qual vinho pedir, peça uma taça do vinho da casa, certamente será ótimo e terá um preço bem acessível.
Existem vários tipos e marcas de vinhos em Portugal, alguns bem conhecidos no Brasil, e o melhor é que eles são facilmente encontrados nas prateleiras de mercados, como nas cartas dos restaurantes mais ou menos sofisticados.
Para encerrar a comilança, pode-se pedir uma fruta, ou então, “mergulhar de cabeça” sem culpa nenhuma no incrível mundo dos doces portugueses. Os nomes são bem engraçados...toucinho do céu, barriga de freira, ovos moles, baba de camelo, pastel de nata...
Enfim, vá e aproveite todas as delícias da culinária portuguesa sem medo de ser feliz, pois sem dúvida nenhuma, o sabor da comida é uma das boas lembranças que trazemos na memória, sendo uma sensação que o tempo não apaga.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrando no clima

Portugal tem um clima mediterrânico, sendo um dos países europeus mais amenos, é considerado o "jardim da Europa". A temperatura média anual em Portugal varia dos 13 °C no interior norte montanhoso até 18 °C no sul, na bacia do Guadiana. Os verões são amenos nas terras altas do norte do país e na região litorânea do extremo norte e do centro, sendo em regra, quente na região sul. O outono e o inverno são tipicamente ventosos, chuvosos e frescos, sendo mais frios nos distritos do norte e central do país, nos quais ocorrem temperaturas negativas durante os meses mais frios. No entanto, nas cidades mais ao sul de Portugal, as temperaturas só muito ocasionalmente descem abaixo dos 0 °C, ficando-se pelos 5 °C na maioria dos casos.
Vale observar que a água do mar em Portugal é fria. Fria não, gelada ! Principalmente no Norte. Porém, no sul a temperatura do mar sobe um pouco, mas para os padrões brasileiros, posso afirmar que ainda sim, é muito fria !
E por falar em mar, Portugal é bastante procurado pelos surfistas da Europa. Não sou surfista, mas meu "digníssimo" marido que é adepto ao esporte, me informou que o Peniche, Sagres e Ericeira são muito procurados pelos sufers europeus.
Para quem gosta de velejar ou fazer Kite Surf, recomenda-se Esposende (que fica no Norte) e que tem bons ventos para estas atividades.






De onde surgiu o nome do blog




"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da
travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos"

Fernando Pessoa

Finisterra

Portugal eu voltarei

Portugal como destino de viagem é sem dúvida imperdível. Não apenas por seus monumentos ou por suas paisagens. Portugal é imperdível por estes, e por muitos outros motivos que a cada cidade, a cada lugar novo que se descobre, nos dá ainda mais prazer de ali estar.
Se por um lado, é um país culturalmente diferente do Brasil, onde tudo parece um pouco novo e diferente, por outro, há um certo sentimento de familiaridade no ar, constantemente reforçado pela fisionomia do povo, pela língua e por parte da história em comum.
São tantos sabores, sons e cores...Voltamos de viagem com a memória repleta de boas lembranças, com uns quilinhos a mais na balança e com uma certeza, a de que iremos retornar.
Portugal é sensacional, ou como costuma-se dizer por lá, espetacular...cinco estrelas !

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir. E para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

José Saramago, Viagem a Portugal, 1980