Paço dos Duques

Paço dos Duques
Guimarães- a primeira cidade de Portugal

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mais boas de Lisboa


Comidinhas: Durante a estada em Lisboa, não deixe de conhecer uma das inúmeras tradicionais casas de vinhos e embutidos portuguesas. Um boa indicação é a casa Manuel Tavares (Rua Betesga, 1, tel: 342.4209) que funciona no mesmo local desde 1860. Lá é possível encontrar vinhos portugueses de boas safras, uma infinita variedade de embutidos, além de queijos, inclusive, os maravilhosos queijos amanteigados e os famosíssimos queijos da Serra da Estrela. Para cafés e chocolates a loja A Carioca (Rua da Misericórdia, 9, tel: 346.9567) vale uma visita não apenas pela óbvia homenagem, mas por verdadeiros tesouros de cacau vendidos a granel. Outa bela curiosidade são as tradicionais sardinhas em lata. A Conserveira de Lisboa (Rua dos Bacalhoeiros, 34), aberta em 1930 nos presenteia com uma infinidade de peixes enlatados da marca Tricana, da sardinha ao bacalhau, passando pelo atum e pelas cavalas. O lugar pequenininho, com balcão e prateleiras de madeira, é tão charmoso quanto as embalagens vintage que envolvem o produto impossível não comprar nenhuma, seja para trazer para o Brasil, seja para comer no hotel com um pãozinho.

Restaurantes: Definitivamente Portugal é “o lugar” em termos de gastronomia. Nada de pretensioso. A comida portuguesa é simples e deliciosa, e é justamente este motivo que a torna tão peculiar.

Para comer bem em Portugal, não é preciso procurar muito. E em Lisboa isto não é diferente. Na cidade, não é preciso ficar restrito às indicações dos guias especializados, que trazem uma infinidade de nomes de restaurantes caríssimos, pois dificilmente seremos decepcionados neste quesito, por mais simples que o estabelecimento seja. Estes restaurantes, muito frequentados por locais, além de bem baratos, curiosamente, por vezes deixam os alimentos ainda crús, expostos na vitrine. Vá a qualquer um dos estabelecimentos da pequena Rua dos Bacalhoeiros na Baixa. Na hora do almoço, há pratos do dia os quais não se paga mais que 10 euros.

O restaurante Martinho da Arcada, fundado em 1782, (Praça do Comércio,3, tel: 887.9259) é o mais antigo de Lisboa. Este local é frequentado por locais, e serve qualquer tipo de prato típico beirando de forma que beira a perfeição.

Para saborear um belo doce, vá a histórica Confeitaria Nacional (Praça de Figueira, 18, tel: 342.4470), onde você irá saborear doces cremosos com ovos e pães de ló como você nunca comeu.

A noite lisboeta:

O Bairro Alto é o lugar onde há a maior concentração de bares da cidade, onde as pessoas se reúnem para tomar uma cerveja e conversar. Já o Cais do Sodré, na Zona Portuária, abriga as casas mais alternativas e descoladas, como o BedRoom (Rua do Norte, 86), que toca músicas dos anos 80 e 90 e O Estádio (Rua São Pedro de Alcântara, 11), que apesar de não ter nenhuma indicação na fachada, a não ser a própria, com pintura de estádios romanos, tem um interior exótico e diferente da maioria dos lugares, algo kitsch, com som da década de 70, vindo de uma enorme jukebox.
Por falar em kitsch, o Pavilhão Chinês (Rua D. Pedro V, 89) é o bar mais bem decorado de Lisboa, segundo a Time Out. O ambiente remete aos anos 30, com uma incrível quantidade de objetos espalhados por estantes e cristaleiras...um show. O estabelecimento foi cenário do clipe da música Diabo no Corpo do português Pedro Abrunhosa em parceria com o brasileiro Lenine.

LISBOA É UMA FESTA !!!

As boas de Lisboa


Dias atrás na sala de espera de um consultório médico, fui presenteada com uma ótima reportagem da revista de Domingo do Jornal do Brasil sobre Lisboa, cujo o título, muito sugestivo, era “As boas de Lisboa”. A matéria, além de trazer belas fotos da cidade, nos presenteia com dicas gastronômicas e culturais da capital portuguesa.
Como se trata de uma matéria muito bem feita, por um jornalista que não me recordo o nome, resolvi trazer ao blog, um resumo do que foi escrito pelo autor. As dicas são ótimas !

Então, aqui vai.

Quando estiver em Lisboa, não deixe de assistir a um show de fado. Apesar de ser um clichê, é sem dúvida um programa imperdível na cidade, para tanto o jornalista indica a Casa de Linhares. Esta casa fica situada numa das sinuosas ruas mouras do bairro de Alfama, e segundo o autor, além de contar com um belo time de fadistas residentes, possui um ambiente fascinante e uma comida do restaurante que fica na parte do prédio renascentista que ruiu depois do terremoto de 1755, vale cada garfada. A pedida é se deliciar com o assado com batatas ao murro e grelos (vagem) salteadas, que sai a 24 euros.
O show de fado acontece no meio do pequeno salão, que possui uma enorme lareira. Segundo a descrição do redator-viajante, durante a apresentação, o fado pega na lata e invade a alma da gente, não apenas pela intensidade com que é tocado, mas também pela proximidade física do público com os músicos.

Na Baixa e no Chiado há várias lojinhas descoladas. Apesar de não ficarem exatamente uma ao lado da outra, a procura por esses endereços descolados por si, já é uma delícia. Afinal, quem liga em se perder no sobe e desce das famosas ruelas da cidade ?! Há de tudo para se comprar, mas o destaque é decoração, design, moda e beleza. Anote:

Decoração e Design: A Ugo (Largo da Trindade 17, tel: 346.1102) – mistura vários estilos. A idéia é que os clientes “criem”, diante das peças ecléticas garimpadas pelos donos em viagens pelo mundo.

Presentinhos de viagem: A loja Lisboa ao Carmo (Calçada do Carmo 26-28)- é o paraíso dos gifts. Camisetinhas, canecas e bolsas com estampas de azulejos, são exemplos do que pode ser comprado no local. Neste mesmo segmento, há a Jimmy Camões (Rua das Flores 100), que tem N.Sras de Fátimas e galos de Barcelos coloridos, e postais super originais.

Moda: A loja mais badaladas de todas é a multimarca Sax Store (Rua Nova do Alfama, 54, tel: 346-7360), onde é encontrado o que há de mais fashion na Europa. Tudo. Vestidos, acessórios e chapéus cheios de estilo. Mais conhecida aqui no Brasil, temos a loja do estilista Marc Jacob a Marc by Marc Jacob (Largo de São Carlos,1, tel: 342.9315). Para os “miúdos”, a Antimilk (Rua Almirante Pessanha, 6, tel: 346.1355) traz uma deliciosa moda com cara portuguesinha. A coleção estilo campestre é de enlouquecer.

Beleza: No seguimento de cosméticos ecologicamente corretos a Organii (Rua Anchieta, 9) se destaca. Os bálsamos fresquinhos com embalagens vintage se destacam. Seguindo a tendência dos salões Londrinos, a &Sowhat (Rua Nova Trindade, 4, tel:346.1355) é um salão descoladíssimo, onde o ambiente é inspirado num conto de fadas, onde há penteadeiras antigas e araras com criações de estilistas igualmente descolados.

Sintra, Portugal

Nos arredores de Lisboa: Estoril, Cascais, Guincho e Sintra

Além das inúmeras atrações de Lisboa, o turista tem ainda a opção de dar um esticada pelas simpáticas cidadezinhas que ficam nos arredores da capital. Para tanto, basta seguir a Marginal, aproveitando a bela paisagem da costa.
Muito conhecida por seu cassino, Estoril fica a apenas 26 quilômetros de Lisboa. Se você não tiver a intensão de tentar a sorte no Cassino de Estoril, reserve não mais que duas horas para conhecer a cidade, pois sem dúvida, há lugares mais interessantes muito próximos.
Mais adiante, cerca de 3,5 quilômetros de Estoril, temos Cascais. Muito mais aconchegante do que a sua cidade vizinha, Cascais tem uma bonita praia, onde é possível inclusive, alugar de graça, uma bicicleta para curtir o clima praiano europeu do lugar. Para tanto, basta dirigir-se a um quiosque da prefeitura com um documento original, pegar a “magrela” emprestada e aproveitar a paisagem.
Uma longa ciclovia liga Cascais à praia do Guincho, que é considerada uma das praias mais belas de Portugal. Ao longo do caminho, pare para admirar o mar batendo nas falésias avermelhadas na Boca do Inferno e reserve o pôr-do-sol para o Cabo da Roca, uma falésia 140 metros acima do mar, que é o ponto mais ocidental da Europa. Camões em Os Lusíadas, descreveu o Cabo da Roca dizendo que era “Donde a terra se acaba e o mar começa”.

Para finalizar o dia de passeio, nada melhor do que um bom jantar numa das cidades mais especiais de Portugal, Sintra.
Sem dúvida nenhuma, a melhor opção é dormir na cidade, pois desta maneira, o dia seguinte poderá ser melhor aproveitado. A estada será ainda mais especial se o pernoite for no Hotel Lawrence´s, que é um dos mais antigos da Península Ibérica, inaugurado em 1764.
Declarada patrimônio mundial pela UNESCO em 1995, a cidade está na mesma posição geográfica que Cascais, porém situada no alto da serra. Seu clima é ameno, e muito propício para a degustação de um bom vinho e para a boa comida (incluindo logicamente, os famosos doces travesseiros da tradicional confeitaria Periquita).
Comesse o dia conhecendo dois palácios, o da Pena e o Nacional. O primeiro foi construído no século XIX por D. Fernando, e até hoje a decoração original está preservada, nos dando a noção de como se vivia naquela época. O segundo, ainda mais antigo, foi construído no século XIV por D. João I, e tem como principais atrações o salão dos Brasões e o salão dos Cisnes.
Depois de conhecer a parte “de baixo” da cidade, sim, pois Sintra é cheia de ruelas em ladeira, vá até o Castelo dos Mouros, onde se tem uma vista panorâmica do local. Este passeio requer preparo físico, uma vez que para se chegar ao ponto mais alto cidade e da fortificação propriamente dita, é necessário ultrapassar alguns milhares de degraus.
Uma ótima opção para se continuar o passeio, é sair de Sintra pela N-247, em direção a vila de Ericeira, que fica distante cerca de 22 quilômetros. Para quem gosta de praticar surf , este lugar é considerado uns dos “picos” de Portugal, sediando constantemente campeonatos do esporte.
Próximo a vila de Ericeira, a uns 11 quilômetros, encontramos o sensacional Palácio de Mafra, um convento barroco erguido durante o reinado de D.João V, no século 18, que vale muito a pena conhecer.
Para encerrar o tour pelos arredores de Lisboa, siga até a pequenina Queluz, onde a principal atração é o Palácio que leva o mesmo nome da cidade. Este palácio conta a história da família real que veio para o Brasil no início do sáculo XIX, e tem ainda o quarto que pertenceu a Carlota Joaquina e os aposentos onde nasceu e morreu D. Pedro I.


Cassino de Estoril: (351) 214-667-700- casino-estoril.pt

Hotel Lawrence´s: Diárias variam entre 245 a 398 Euros. (351) 219-105-5000- Rua Consigliérie Pedroso, 38-40-Sintra

Palácio da Pena: Entrada a 4 Euros. Funcionamento: de terça a domingo -Estrada da Pena – Sinta (351) 210-105-304.

Palácio Nacional: Entrada a 4 Euros. Funcionamento: todos os dias exceto quarta-feira- Largo rainha D. Amélia- Sintra

Piriquita: Rua das Padarias nº 1- Sintra- todos os dias exceto as quarta-feira.

Palácio de Mafra: Entrada a 4 Euros. Todos os dias exceto às terças-feiras .Terreiro de D. João V- (351) 261-817-559

Palácio de Queluz: Entrada a 4 Euros. Todos os dias exceto às terças-feiras. (351)214-343-860

domingo, 5 de setembro de 2010


“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir. E para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

José Saramago, Viagem a Portugal, 1980

domingo, 29 de agosto de 2010

Parque das Nações- Um novo tempo

A Expo é a mais recente zona nobre de Lisboa. A área foi revitalizada em função da 'Expo 98', e após o término do grande evento, não foi deixada ao abandono, sendo hoje conhecida como Parque das Nações.
Frequentado tanto de dia como de noite, reúne inúmeras atrações: pode-se optar por um passeio no teleférico que passa em cima do Tejo, ou apenas, apreciar a Ponte Vasco da Gama sentado à beira do rio.
Alguns dos pavilhões do evento se mantiveram abertos, como o Oceanário, que é o maior aquário da Europa e o segundo maior do mundo, o Pavilhão da Realidade Virtual e o Pavihão do Conhecimento. Os concertos ao vivo acontevem no Pavilhão Atlântico.
Para fazer compras, vá ao Centro Comercial Vasco da Gama, um shopping que possui lojas das melhores européias, além de contar com praça de alimetação.
Por falar em alimentação, na Expo você poderá deliciar-se com uma ótima refeição em alguns dos melhores restaurantes da cidade; ou apenas tomar uma bebida num dos muitos bares existentes na zona. Contudo, como os estabelecimentos são muito turísticos, os preços não são módicos, e certamente você estará pagando bem mais do que deveria.
A estação do metrô Oriente tem um ar futurista, com um arquitetura moderna e a noite, quando iluminada, fica ainda mais interessante.

Vale a pena conhecer...bem vindo ao futuro !

sábado, 28 de agosto de 2010

Lisboa encantadora


Apesar do descontentamento de parte dos portugueses, Lisboa está repleta de brasileiros. Isto fica muito evidente após um passeio na Baixa, no Chiado e em Alfama. O sotaque brasileiro pode ser escutado tanto nos cafés do Chiado, como também dentro do famoso bonde 28, que lá recebe o nome de "eléctrico". Aliás, ir a Lisboa e não andar no 28, é como vir ao Rio e não caminhar na praia de Copacabana, pois sem dúvida, ele é uma atração a parte.
O bonde percorre seu itinerário completamente lotado, passando por belas igrejas, mirantes e jardins. Turistas e locais compartilham seu pequeno espaço, deixando evidente suas diferenças culturais, fazendo um contraste muito interessante de se observar. Dizem que vez por outra, é possível ter uma "canja" do repertório de alguma cantora de Fado ali mesmo, dentro do bonde...maravilha, não?! Pegar este bonde não requer muita habilidade. O primeiro dos seus vinte e oito pontos fica na praça Martim Moniz, e o ponto mais alto do percurso, é o Castelo de São Jorge, lugar que nos presenteia com uma vista panorâmica de cidade. Imperdível !!!

O Castelo de São Jorge é um local encantador onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder! Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espetaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores. Conquistado aos Mouros em 1147, o Castelo de São Jorge estende-se por uma área de aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante.Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui.A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada!

A 15 minutos do Castelo de São Jorge, temos a Catedral da Sé, que em seus cláutros localizados nos fundos da igreja, encontra-se vestígios de objetos remanescentes das ocupações muçulmanas e romanas.

Outro museu muito interessante e que abriga peças de valor arqueológico é o Museu de Arqueologia do Carmo, no Convento do Carmo. Este fica ao lado da estação do metro Baixa-Chiado (ótima localização), e tem em seu acervo artefato e peças do período romano, pré-histórico e medieval.

Para sentir o clima da cidade, andar pelo Largo do Chiado é essencial. Ponto de encontro de pessoas de todas as idades, abriga vários cafés, lojas e restaurantes. É neste local, que fica o café A Brasileira, com sua famosa estátua de bronze em homenagem a Fernando Pessoa. A estátua simula a cena do escritor sentado a mesa tomando uma "bica" (cafézinho português), e fica ao lado das outras mesas do estabelecimento.
Ainda nos arredores do Chiado, temos o Largo de Camões ou Praça de Luis de Camões. Esta praça em frente ao Hotel do Bairro Alto, é um ponto de transição entre o Bairro Alto e o Chiado. No centro da praça encontra-se a estátua do grande poeta Português, Luis de Camões, construída em 1867. Debaixo de Camões estão outras oito estátuas de grandes nomes da Literatura Portuguesa: Pedro Nunes, Fernão Lopes, Azurara, Castanheda, João de Barros, Sá Menezes, Jerónimo Corte-Real e Vasco Quevedo Castello-Branc.

Visitar Alfama é visitar a arquitetura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa.Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros. Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente.

O Terreiro do Paço é uma das praças mais majestosas de Lisboa tendo sido no passado, a principal entrada marítima da cidade. Ainda hoje, pode-se ver a escadaria em mármore que sai do Rio Tejo em direcção à Praça do Comércio. O nome Terreiro do Paço é, claramente, uma referência ao Palácio que aqui esteve durante 400 anos, e que ruiu por ocasião do terremoto de que o destruiu quase na totalidade. No lado norte, a praça é centrada por um impressionante arco que conduz à Rua Augusta, uma das principais áreas de comércio pedestre da baixa de Lisboa. O arco está decorado com estátuas de personalidades históricas, como Vasco da Gama (marinheiro português) e Marquês do Pombal (responsável pela reconstrução de Lisboa depois do grande terremoto).Os espaçosos edifícios arqueados, que se estendem pelos outros três lados da praça, são hoje sede de departamentos governamentais e de alguns restaurantes, dentre eles o café mais antigo de Lisboa: o "Martinho da Arcada". No centro da Praça do Comércio, em tempos usado como parque de estacionamento e devolvido recentemente aos Lisboetas, encontra a estátua do Rei José I.

O Elevador da Glória é um dos poucos elevadores que restam em Lisboa e situa-se na baixa, mais precisamente na Praça dos Restauradores. Faz a ligação entre esta praça e o Bairro Alto numa viagem de 265 metros para cima e para baixo. Este elevador é o mais movimentado de Lisboa e também o mais acessível aos turistas, uma vez que fica mesmo ao lado do principal posto de informação do turismo no Palácio da Foz.

Já o Elevador de Santa Justa, construído em 1902, é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto. É o único elevador vertical em Lisboa que presta um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Em design neogótico romântico, este elevador é definitivamente algo que você não pode perder! O café no topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.

O Rossio conta com uma das praças mais bonitas de Lisboa.Não é apenas a beleza dos seus monumentos e das suas fontes, ou a sua fascinante história... o Rossio é um livro vivo. O Teatro Nacional D. Maria II, onde muitas peças foram, e são, representadas e vistas por reis e rainhas, nas fontes usadas no início de Outubro para batizar os calouros universitários, nos cafés em tempos frequentados por personalidades portuguesas - e... sim... nas castanhas assadas e na Ginjinha que são vendidas por lá há muitos anos. No meio da praça está uma estátua de D. Pedro IV e a seus pés quatro figuras femininas representam a Justiça, a Sabedoria, a Força e a Temperança, qualidades atribuídas a D. Pedro. A estação de trem do Rossio, lá chamado de "comboio" como não podia deixar de ser, é lindíssima. Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o teto e deslumbre-se!

A Ponte 25 de Abril, também conhecida como Ponte sobre o Tejo, foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, em memória ao ditador que a mandou construir. Mais tarde, a ponte recebeu o atual nome em homenagem à 'Revolução dos Cravos' que aconteceu a 25 de Abril de 1974. Na Revolução dos Cravos, os soldados puseram cravos no cano das suas armas e revoltaram-se contra a ditadura mais longa do mundo.Esta ponte é muito parecida à Ponte Golden Gate em São Francisco, tem 2.278km de comprimento e liga Lisboa a Almada

Fonte consultada: Strawberry World, Revista Viagem-Especial Portugal






domingo, 8 de agosto de 2010

"Ó MAR SALGADO, quanto do seu sal são lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.
Valeu a pena? Tudo vale a penase a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."

Fernando Pessoa (o maior dos poetas portugueses)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conhecendo Lisboa- Ponto de Partida: Belém

Que tal começar a visitar Lisboa do ponto de partida das Caravelas que descobriram o novo mundo ?!

Para isto, devemos nos dirigir a Belém. Bairro a meia hora do centro, Belém agrega em um curto perímetro urbano, várias atrações da capital lusa.

Sem dúvida, uma das atrações que mais impressiona é o Mosteiro dos Jerônimos. Erguido há cinco séculos às margens do Rio Tejo, o Mosteiro é conhecido como uma obra-prima do estilo manuelino (referência ao rei dom Manoel), por combinar elementos góticos e renascentistas em sua arquitetura, sendo considerado um patrimônio mundial da UNESCO. Encontra-se preservado e possui, em um prédio anexo, um museu de arqueologia que abriga um acervo permanente de relíquias gregas. No seu interior, encontra-se os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões. Praça do Império, s/n. Tel.: +351 21 362 00 34. De terça a domingo, das 10h às 17h. Preço: 4,50 euros.

O Museu da Marinha a princípio pode não parecer lá muito atraente, mas a realidade é que trata-se de outra ótima opção de passeio. Encontra-se instalado nas alas Poente e Norte do Mosteiro dos Jerónimos. A primeira sala do Museu proporciona uma reflexão sobre a ligação entre Portugal e o Mar, durante os Descobrimentos portugueses, e o seu impacto na formação do mundo moderno. Há ainda uma sala dedicada ao Oriente e outra aos descobrimentos. Vale muito a pena conhecer, sobretudo quem gosta de história.

Bem próximo ao Mosteiro dos Jerônimos, apenas atravessando a rua, nos deparemos com a mais famosa casa de pastéis de nata de Portugal. Bem, de nata não, de Belém. Vocês sabiam que esta diferenciação de fato existe ?! Explicarei: Em Portugal há uma infinidade de pastelarias que vendem as chamadas "Natas", que são os tais pastéis de nata já tão conhecidos e apreciados aqui no Brasil. Porém, a "marca" Pastel de Belém, que é patenteada diga-se de passagem, só pode ser usada como referência aos pastéis desse estabelecimento de Lisboa. Eu, desavisada, descobri isto cometendo uma gafe. Ao pedir na loja de pastéis de Belém, três pastéis de nata, fui interpelada por um garçón do estabelecimento, que fez questão de me dar esta "aulinha básica" para explicar esta diferença entres os pastéis...ok. Agora, sempre que alguém pede pastel de Belém aqui no Brasil eu corrijo, afinal, Pastel de Belém, só em Belém !

Vocês devem se perguntar porque estou me prolongando tanto para falar de um rélis doce. É que além do sabor único, os números em termos de venda são de impressionar: de segunda a sexta são vendidos, diariamente, 12 mil pastéis. Nos fins de semana, 30 mil. A casa funciona desde 1837 e fica aberta 365 dias por ano. Para dar conta de tantos clientes, são 140 funcionários, entre cozinheiros e atendentes. O interessante, é que além dos pastéis e algumas bebidas, nada mais é vendido no estabelecimento. Nem precisa, pois a estrela da casa, faz jus a sua fama, chagando a mesa do cliente deliciosamnete fresco, crocante e ainda morno. Para mim, sem dúvida alguma, o melhor doce que já comi. Recomenda-se pedir para acompanha-lo um café com leite.

Ao final da comilança, aproveite para conhecer o local, e quem sabe tentar entrar na "Oficina do Segredo" local onde é feita a massa ultra-secreta dos pastéis... O mistério é o marketing do negócio... Rua de Belém, 84/92. Tel.: +351 21 363 74 23. Diariamente, das 10h até o último cliente. Preço: 0,80 euros, a unidade.

Outro programa muito interessante é o Centro Cultural Belém, que é modernérrimo. Você pode assistir a concertos, ver exposições, ir ao cinema ou a um espetáculo. Tudo no mesmo lugar. O Centro Cultural já abrigou exposições de nomes importantes da arte internacional, como Pablo Picasso e Frida Kahlo. Vale a visita. Praça do Império, s/n. Tel.: +351 21 361 24 00. De terça a domingo, das 10h às 19h. Entrada franca.

Na beira do Rio Tejo, encontra-se o Padrão dos Descobrimentos. No último andar deste lindo monumento, há um mirante que oferece vista de 360º da cidade. Pode-se dizer que para os Brasileiros, esta visão é certamente uma emoção a parte. Avenida de Brasília s/n. Tel.: +351 21 303 19 50. De terça a domingo, das 10h às 18h. Preço: 2,50 euros.



Quando se gasta em média por dia em Portugal

Portugal se comparado com alguns países da Europa, pode ser considerado barato. Um casal consegue gastar em média € 150,00 por dia, estando incluindo neste valor, passeios, comidas e quem sabe, até hotel...
Como o clima na maior parte do ano é bem favorável aos passeios a pé, e como a arquitetura colonial de muitas cidades é belíssima, muitas vezes, apenas andar pelas ruas das cidades é um programa muito agradável.
Pode-se caminhar na beira do Rio D´ouro ou do Rio Tejo sem pagar nada. Da mesma forma, pode-se curtir o Parque das Nações em Lisboa, sem se colocar a mão no bolso uma única só vez. No Porto, há ainda a praia da Foz com seu belíssimo calçadão, que no verão, tal qual acontece no Rio de Janeiro, fica lotado.
Ainda com relação a praia da Foz no Porto, eu não poderia deixar de recomendar os bares que ficam na beira da areia. As esplanadas, como são chamados estes estabelecimentos em Portugal, são imperdíveis. São muito aconchegantes em qualquer época do ano, inclusive no inverno, pois além de música e gente bonita, tem comidinhas, bebidas, cafés...uma delícia !

Abaixo deixo uma prévia de alguns preços praticados em Portugal (é uma média, pois pode variar conforme o local)

Bilhete de metrô em Lisboa: € 0,80
Bilhete do Elétrico 28: € 1,40
Bilhete de metrô no Porto: € 0,95
Café: € 1,00
Pastel de Belém: 0,80
Coca-cola: € 1,50
Sanduíche na rua: € 2,00
Imperial (Chope): €1,50
Menu do Mc. Donald´s: cerca de € 6,00
Aluguel de Bicicleta no Parque das Nações na Expo em Lisboa: € 4,00 por hora

CUSTO ZERO:
Mosteiro dos Jerônimos e Torre de Belém- Lisboa
Museo Berardo-Lisboa
Catedral da Sé - Lisboa
Casa de Fernando Pessoa- Lisboa
Templo de Diana- Évora
Fundação Serralves- Porto
Santuário de Fátima- Fátima











quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quer comer uma francesinha ?!

Outra comida que fui apresentada em Portugal foi a chamada “Francesinha”.
Este prato, se é que assim podemos chama-lo, é típico do norte de Portugal. Trata-se de um mega sanduíche de pão de forma recheado com presunto (fiambre), salsicha, linguiça e filé. Coberto por um queijo ultra derretido e um molho levemente picante, é servido acompanhado por batatas fritas...
Atenção, tal “orgia gastronômica” equivale a um hora e meia de esteira !!! Compensa cada minuto, pois é MA-RA-VI-LHO-SA!!!
Para experimentar esta delícia recomendo o restaurante Capa Negra no Porto
Restaurante Capa Negra II: Rua Campo Alegre, 191- 4150-177 -
Porto
Telefone:+351 226078380

terça-feira, 27 de julho de 2010

Você sabe o que é Ginjinha ?!

Em Lisboa, Óbidos, Alcobaça e Algarve há uma bebida que é um verdadeiro perigo para quem gosta de bebidas doces com alto teor alcoólico.
Trata-se da popular Ginjinha, ou simplesmente ginja, que nada mais é, que um tipo de licor, obtido a partir da fruta da ginja (similar à cereja).
Manda a tradição, que ao servir um copo de ginjinha, seja perguntado ao cliente: "com elas ou sem elas "? Se a opção do freguês for "com elas", a bebida será servida com a fruta curtida no fundo do copo, se for escolhido "sem elas", a bebida será servida beberá pura.
Há diversas ginjinhas famosas pelo país, mas sem dúvida a mais famosas é a Ginjinha do Rossio em Lisboa. Fundada em 1840 por Francisco Espinheira, recentemente o estabelecimento esteve interditado por falta de higiene... nada que justifique a tal interdição. Vale experimentar, sobretudo para conhecer o famoso bar centenário, tão tradicional em Lisboa. Quando lá estiver, não deixe de reparar nos cartazes na entrada que trazem as seguintes legendas:

De um lado:
Dona Fedúncia da Costa, Delambida e magrizela,
Fez de ser tola uma aposta
Diz que ginjinha nem vê-la,
Porque, coitada, não gosta.

Do outro:
Já a ama de um reverendo,
Lá para as bandas da Barquinha,
Tem um aspecto tremendo.
Bebe aos litros de ginjinha.
E é isto que se está vendo.

Ginginha do Rossio- Praça de São Domingos- Rossio- Baixa
Lisboa
Beba e se divirta...sem exagerar, claro.

Vinho do Porto

A Cidade do Porto é conhecida internacionalmente pelo vinho do Porto, considerado o rei dos vinhos fortificados, cultivado e produzido nas margens escarpadas do Rio Douro. A colheita ainda é feita totalmente à mão. O vinho é acondicionado em pipas de madeira de carvalho na margem sul do Rio Douro, na cidade de Vila Nova de Gaia, onde estacionam os barcos Rabelos em frente às inúmeras caves. Nas caves passa por um longo processo de envelhecimento no silêncio das Caves, ou armazéns. Muitos anos mais tarde é selecionado pelos provadores e exportado para todos os continentes.
O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto.
A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.
Em termos de doçura, o vinho do porto pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.
Os Vinhos do Porto podem ser divididos em duas categorias consoante o tipo de envelhecimento.
Estilo Ruby
São vinhos em que se procura suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage.
Estilo Tawny
Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.
Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.
Branco
O Vinho do Porto branco apresenta-se em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool.RoséVinho de cor rosada obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas e em que não se promovem fenómenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos com boa exuberância aromática com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
Um passeio imperdível é vistar uma dessas tradicionais caves em Gaia. Apesar de ser um programa muito turístico, é uma boa oportunidade para se aprender a respeito do cultivo das uvas, sobre a história das caves e sobre o comércio deste produto genuinamente português. O tour nas caves termina com o oferecimento de uma pequena degustação dos vinhos aos visitantes. A minha dica é : vá antes ou depois do almoço, pois como aprendi em uma visita que fiz à cave Vasconcellos, o vinho do Porto é para ser tomado como aperitivo ou digestivo.
Há também a opção de se fazer a rota do vinho do Porto que fora inaugurada em 21 de Setembro de 1996. Baseados em critérios qualitativos pré - definidos, foram seleccionados e devidamente inscritos 54 locais, situados na Região Demarcada do Douro e freguesias limítrofes, que se encontram directa ou indirectamente relacionados com a cultura vitivinícola
Desta forma, o visitante poderá encontrar desde o pequeno viticultor ao grande produtor de vinhos da Região Demarcada do Douro - Vinho do Porto, DOC Douro, Moscatel e Espumante - podendo visitar as vinhas e adega, provar e comprar vinho e participar em diversos trabalhos vitícolas.Os serviços estão disponíveis durante todo o ano e as marcações poderão ser efectuadas através da Rota do Vinho do Porto - Associação de Aderentes situada na Largo da Estação - Apartado 113, 5050 - 237 Pêso da Régua - Portugal. O contacto telefónico é o 254 - 324 774 e o fax o 254 - 321 746. O correio electrónico: reservas@rvp.pt ou geral@rvp.pt.
Fonte: IVDP.pt


Cave Vasconcellos- Avenida Diogo Leite, 16-26 - Vila Nova de Gaia - 4400-111
Tlf. 223756358




Gastronomina Lusa


A gastronomia portuguesa é um capítulo a parte na viagem. São tantas as delícias que só de imaginar já engordo uns kilinhos...
O povo português aprecia uma boa comida e uma prova disso, são os restaurantes sempre lotados. Aliás, eles adoram sair para comer em família e não raro, os encontros de negócios também se dão em volta de uma mesa.
Mas atenção! Ao sentar numa mesa lusitana, não se faça de rogado, aliás se você ficar de “não me toques” querendo comer pouco, só uma saladinha ou uma sopinha, é capaz de tomar uma bronca da da casa, ao melhor estilo lusitano...
Os portugueses na maioria das vezes, comem pouca fritura, muita carne e legumes cozido, além das sopas e caldos... tudo acompanhado por pão... imaginou ?!
Na realidade, o segredo está na comida simples, porém muito saborosa.
Posso afirmar, que o melhor peixe que comi na minha vida foi em uma tasca em Matosinhos na cidade do Porto. Nunca vou me esquecer…Me dá água na boca só de lembrar… Além de muito fresco, o peixe vinha acompanhado por batatas cozidas bem macias, tudo regado com muito azeite...uma coisa de louco !
Os vinhos são presença cativa em qualquer mesa portuguesa, não apenas em dias de festa. As pessoas bebem vinho rotineiramente em suas refeições diárias, algumas famílias consomem tanto que chegam a ser abastecidas por pequenos produtores regionais que entregam os garrafões coma babida em domicílio.
Quando você estiver em um restaurante e não souber o qual vinho pedir, peça uma taça do vinho da casa, certamente será ótimo e terá um preço bem acessível.
Existem vários tipos e marcas de vinhos em Portugal, alguns bem conhecidos no Brasil, e o melhor é que eles são facilmente encontrados nas prateleiras de mercados, como nas cartas dos restaurantes mais ou menos sofisticados.
Para encerrar a comilança, pode-se pedir uma fruta, ou então, “mergulhar de cabeça” sem culpa nenhuma no incrível mundo dos doces portugueses. Os nomes são bem engraçados...toucinho do céu, barriga de freira, ovos moles, baba de camelo, pastel de nata...
Enfim, vá e aproveite todas as delícias da culinária portuguesa sem medo de ser feliz, pois sem dúvida nenhuma, o sabor da comida é uma das boas lembranças que trazemos na memória, sendo uma sensação que o tempo não apaga.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrando no clima

Portugal tem um clima mediterrânico, sendo um dos países europeus mais amenos, é considerado o "jardim da Europa". A temperatura média anual em Portugal varia dos 13 °C no interior norte montanhoso até 18 °C no sul, na bacia do Guadiana. Os verões são amenos nas terras altas do norte do país e na região litorânea do extremo norte e do centro, sendo em regra, quente na região sul. O outono e o inverno são tipicamente ventosos, chuvosos e frescos, sendo mais frios nos distritos do norte e central do país, nos quais ocorrem temperaturas negativas durante os meses mais frios. No entanto, nas cidades mais ao sul de Portugal, as temperaturas só muito ocasionalmente descem abaixo dos 0 °C, ficando-se pelos 5 °C na maioria dos casos.
Vale observar que a água do mar em Portugal é fria. Fria não, gelada ! Principalmente no Norte. Porém, no sul a temperatura do mar sobe um pouco, mas para os padrões brasileiros, posso afirmar que ainda sim, é muito fria !
E por falar em mar, Portugal é bastante procurado pelos surfistas da Europa. Não sou surfista, mas meu "digníssimo" marido que é adepto ao esporte, me informou que o Peniche, Sagres e Ericeira são muito procurados pelos sufers europeus.
Para quem gosta de velejar ou fazer Kite Surf, recomenda-se Esposende (que fica no Norte) e que tem bons ventos para estas atividades.






De onde surgiu o nome do blog




"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da
travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos"

Fernando Pessoa

Finisterra

Portugal eu voltarei

Portugal como destino de viagem é sem dúvida imperdível. Não apenas por seus monumentos ou por suas paisagens. Portugal é imperdível por estes, e por muitos outros motivos que a cada cidade, a cada lugar novo que se descobre, nos dá ainda mais prazer de ali estar.
Se por um lado, é um país culturalmente diferente do Brasil, onde tudo parece um pouco novo e diferente, por outro, há um certo sentimento de familiaridade no ar, constantemente reforçado pela fisionomia do povo, pela língua e por parte da história em comum.
São tantos sabores, sons e cores...Voltamos de viagem com a memória repleta de boas lembranças, com uns quilinhos a mais na balança e com uma certeza, a de que iremos retornar.
Portugal é sensacional, ou como costuma-se dizer por lá, espetacular...cinco estrelas !

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir. E para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

José Saramago, Viagem a Portugal, 1980