Paço dos Duques

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Guimarães- a primeira cidade de Portugal

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vinho do Porto

A Cidade do Porto é conhecida internacionalmente pelo vinho do Porto, considerado o rei dos vinhos fortificados, cultivado e produzido nas margens escarpadas do Rio Douro. A colheita ainda é feita totalmente à mão. O vinho é acondicionado em pipas de madeira de carvalho na margem sul do Rio Douro, na cidade de Vila Nova de Gaia, onde estacionam os barcos Rabelos em frente às inúmeras caves. Nas caves passa por um longo processo de envelhecimento no silêncio das Caves, ou armazéns. Muitos anos mais tarde é selecionado pelos provadores e exportado para todos os continentes.
O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto.
A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.
Em termos de doçura, o vinho do porto pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.
Os Vinhos do Porto podem ser divididos em duas categorias consoante o tipo de envelhecimento.
Estilo Ruby
São vinhos em que se procura suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage.
Estilo Tawny
Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.
Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.
Branco
O Vinho do Porto branco apresenta-se em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool.RoséVinho de cor rosada obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas e em que não se promovem fenómenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos com boa exuberância aromática com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
Um passeio imperdível é vistar uma dessas tradicionais caves em Gaia. Apesar de ser um programa muito turístico, é uma boa oportunidade para se aprender a respeito do cultivo das uvas, sobre a história das caves e sobre o comércio deste produto genuinamente português. O tour nas caves termina com o oferecimento de uma pequena degustação dos vinhos aos visitantes. A minha dica é : vá antes ou depois do almoço, pois como aprendi em uma visita que fiz à cave Vasconcellos, o vinho do Porto é para ser tomado como aperitivo ou digestivo.
Há também a opção de se fazer a rota do vinho do Porto que fora inaugurada em 21 de Setembro de 1996. Baseados em critérios qualitativos pré - definidos, foram seleccionados e devidamente inscritos 54 locais, situados na Região Demarcada do Douro e freguesias limítrofes, que se encontram directa ou indirectamente relacionados com a cultura vitivinícola
Desta forma, o visitante poderá encontrar desde o pequeno viticultor ao grande produtor de vinhos da Região Demarcada do Douro - Vinho do Porto, DOC Douro, Moscatel e Espumante - podendo visitar as vinhas e adega, provar e comprar vinho e participar em diversos trabalhos vitícolas.Os serviços estão disponíveis durante todo o ano e as marcações poderão ser efectuadas através da Rota do Vinho do Porto - Associação de Aderentes situada na Largo da Estação - Apartado 113, 5050 - 237 Pêso da Régua - Portugal. O contacto telefónico é o 254 - 324 774 e o fax o 254 - 321 746. O correio electrónico: reservas@rvp.pt ou geral@rvp.pt.
Fonte: IVDP.pt


Cave Vasconcellos- Avenida Diogo Leite, 16-26 - Vila Nova de Gaia - 4400-111
Tlf. 223756358




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