Paço dos Duques

Paço dos Duques
Guimarães- a primeira cidade de Portugal

sábado, 28 de agosto de 2010

Lisboa encantadora


Apesar do descontentamento de parte dos portugueses, Lisboa está repleta de brasileiros. Isto fica muito evidente após um passeio na Baixa, no Chiado e em Alfama. O sotaque brasileiro pode ser escutado tanto nos cafés do Chiado, como também dentro do famoso bonde 28, que lá recebe o nome de "eléctrico". Aliás, ir a Lisboa e não andar no 28, é como vir ao Rio e não caminhar na praia de Copacabana, pois sem dúvida, ele é uma atração a parte.
O bonde percorre seu itinerário completamente lotado, passando por belas igrejas, mirantes e jardins. Turistas e locais compartilham seu pequeno espaço, deixando evidente suas diferenças culturais, fazendo um contraste muito interessante de se observar. Dizem que vez por outra, é possível ter uma "canja" do repertório de alguma cantora de Fado ali mesmo, dentro do bonde...maravilha, não?! Pegar este bonde não requer muita habilidade. O primeiro dos seus vinte e oito pontos fica na praça Martim Moniz, e o ponto mais alto do percurso, é o Castelo de São Jorge, lugar que nos presenteia com uma vista panorâmica de cidade. Imperdível !!!

O Castelo de São Jorge é um local encantador onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder! Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espetaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores. Conquistado aos Mouros em 1147, o Castelo de São Jorge estende-se por uma área de aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante.Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui.A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada!

A 15 minutos do Castelo de São Jorge, temos a Catedral da Sé, que em seus cláutros localizados nos fundos da igreja, encontra-se vestígios de objetos remanescentes das ocupações muçulmanas e romanas.

Outro museu muito interessante e que abriga peças de valor arqueológico é o Museu de Arqueologia do Carmo, no Convento do Carmo. Este fica ao lado da estação do metro Baixa-Chiado (ótima localização), e tem em seu acervo artefato e peças do período romano, pré-histórico e medieval.

Para sentir o clima da cidade, andar pelo Largo do Chiado é essencial. Ponto de encontro de pessoas de todas as idades, abriga vários cafés, lojas e restaurantes. É neste local, que fica o café A Brasileira, com sua famosa estátua de bronze em homenagem a Fernando Pessoa. A estátua simula a cena do escritor sentado a mesa tomando uma "bica" (cafézinho português), e fica ao lado das outras mesas do estabelecimento.
Ainda nos arredores do Chiado, temos o Largo de Camões ou Praça de Luis de Camões. Esta praça em frente ao Hotel do Bairro Alto, é um ponto de transição entre o Bairro Alto e o Chiado. No centro da praça encontra-se a estátua do grande poeta Português, Luis de Camões, construída em 1867. Debaixo de Camões estão outras oito estátuas de grandes nomes da Literatura Portuguesa: Pedro Nunes, Fernão Lopes, Azurara, Castanheda, João de Barros, Sá Menezes, Jerónimo Corte-Real e Vasco Quevedo Castello-Branc.

Visitar Alfama é visitar a arquitetura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa.Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros. Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente.

O Terreiro do Paço é uma das praças mais majestosas de Lisboa tendo sido no passado, a principal entrada marítima da cidade. Ainda hoje, pode-se ver a escadaria em mármore que sai do Rio Tejo em direcção à Praça do Comércio. O nome Terreiro do Paço é, claramente, uma referência ao Palácio que aqui esteve durante 400 anos, e que ruiu por ocasião do terremoto de que o destruiu quase na totalidade. No lado norte, a praça é centrada por um impressionante arco que conduz à Rua Augusta, uma das principais áreas de comércio pedestre da baixa de Lisboa. O arco está decorado com estátuas de personalidades históricas, como Vasco da Gama (marinheiro português) e Marquês do Pombal (responsável pela reconstrução de Lisboa depois do grande terremoto).Os espaçosos edifícios arqueados, que se estendem pelos outros três lados da praça, são hoje sede de departamentos governamentais e de alguns restaurantes, dentre eles o café mais antigo de Lisboa: o "Martinho da Arcada". No centro da Praça do Comércio, em tempos usado como parque de estacionamento e devolvido recentemente aos Lisboetas, encontra a estátua do Rei José I.

O Elevador da Glória é um dos poucos elevadores que restam em Lisboa e situa-se na baixa, mais precisamente na Praça dos Restauradores. Faz a ligação entre esta praça e o Bairro Alto numa viagem de 265 metros para cima e para baixo. Este elevador é o mais movimentado de Lisboa e também o mais acessível aos turistas, uma vez que fica mesmo ao lado do principal posto de informação do turismo no Palácio da Foz.

Já o Elevador de Santa Justa, construído em 1902, é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto. É o único elevador vertical em Lisboa que presta um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Em design neogótico romântico, este elevador é definitivamente algo que você não pode perder! O café no topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.

O Rossio conta com uma das praças mais bonitas de Lisboa.Não é apenas a beleza dos seus monumentos e das suas fontes, ou a sua fascinante história... o Rossio é um livro vivo. O Teatro Nacional D. Maria II, onde muitas peças foram, e são, representadas e vistas por reis e rainhas, nas fontes usadas no início de Outubro para batizar os calouros universitários, nos cafés em tempos frequentados por personalidades portuguesas - e... sim... nas castanhas assadas e na Ginjinha que são vendidas por lá há muitos anos. No meio da praça está uma estátua de D. Pedro IV e a seus pés quatro figuras femininas representam a Justiça, a Sabedoria, a Força e a Temperança, qualidades atribuídas a D. Pedro. A estação de trem do Rossio, lá chamado de "comboio" como não podia deixar de ser, é lindíssima. Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o teto e deslumbre-se!

A Ponte 25 de Abril, também conhecida como Ponte sobre o Tejo, foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, em memória ao ditador que a mandou construir. Mais tarde, a ponte recebeu o atual nome em homenagem à 'Revolução dos Cravos' que aconteceu a 25 de Abril de 1974. Na Revolução dos Cravos, os soldados puseram cravos no cano das suas armas e revoltaram-se contra a ditadura mais longa do mundo.Esta ponte é muito parecida à Ponte Golden Gate em São Francisco, tem 2.278km de comprimento e liga Lisboa a Almada

Fonte consultada: Strawberry World, Revista Viagem-Especial Portugal






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